sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vida em sociedade, tretas no hostel, de chocotorta a tiramisu, meu amor pela argentina, Córdoba - província maravilhosa

Finalmente cheguei em Córdoba. Sujo, cansado, todo queimado do sol por ter ficado horas pedindo carona por três dias, sem bateria e com muita vontade de me deitar em uma cama e dormir por longas horas.

No terminal de ônibus procurei uma tomada para carregar meu celular e infelizmente não encontrei. Fui ao banheiro e ali havia, mas junto a tomada havia um senhor daqueles se aproveitam se estrangeiros e me cobrou 10 pesos para meia hora de recarga na tomada do banheiro público. Acredito que se eu tivesse procurado um pouco mais, teria encontrado a dita tomada, mas apenas minha memória sabe o quanto eu não queria procurar mais nada. Só queria descansar. Paguei a porcaria dos 10 pesos (quando se é mochileiro – daqueles que pagam as coisas e que não são sustentados pelos pais – sabe que qualquer 10 pesos gastos em merda uma hora faz falta).

Assim que cheguei na porta do hostel, toquei a campainha diversas vezes e nada, parecia que não havia ninguém. Nesta hora eu tive um mini desespero porque eu não tinha um plano B. Não vou dizer pra vocês que é sempre necessário ter um plano B em todas as partes da viagem porque afinal de contas é um tanto quanto complicado planejar mais de dois meses de viagem em todos os lugares que vai passar e com plano B pra todos. Esse é o tipo de situação que é tranquilo resolver.

Comecei a falar com meu melhor amigo no Brasil (santo melhor amigo) pro whatsapp com 20% de bateria para que ele pudesse me ajudar a encontrar um hostel na região onde eu estava. Tive também a ajuda de uma amiga de Córdoba que conheci no Interpals. Quando já estava quase indo para o hostel, uma das portas do hostel se abriu e dela saiu uma linda garota com um sotaque nada argentino que depois descobriria que é chilena, Gabi. Ela disse que havia gente e que teria que insistir um pouco mais na campainha e voi lá, apareceu gente para abrir.

O hostel é meio velhinho, mas tem tudo que os hospedes precisam para sobreviver. O lugar já tem 20 anos e é um dos primeiros hostels da Argentina, então é certamente um lugar cheio de histórias. O dono, um homem muito bem humorado e inteligente, me ajudou muito mais do que eu o ajudei.

PRIMEIRO TRABALHO PELO HELPX

Importante dizer que o trabalho neste hostel foi o primeiro trabalho pelo Helpx que eu fiz. Se você não conhece o que é o Helpx, não deixe de conferir este post.

O trabalho consistiria basicamente em atender os hóspedes (ou passageiros, como chamam nos hostels – pelo menos da Argentina), manter as coisas ordenadas (cozinha, banheiro, sala, etc) e fazer planos de marketing para atrair mais gente.

Como profissional de marketing a gente faz o que pode, né? Você apresenta sugestões e muito depende também da aceitação e maneira de pensar do cliente. Desenvolvi algumas estratégias que basicamente consistiam em publicidades por redes sociais como YouTube, Twitter e Facebook, uso melhor do website, reformulação do blog, campanhas em google adwords e criação de eventos.

Eu teria que dividir o quarto com dois caras. Os dois aparentavam ser boas pessoas! Mais tarde infelizmente descobri que apenas um deles era realmente boa pessoa. A última vez que tinha dividido um quarto com alguém já tinha quase 20 anos, com meu irmão mais velho e a experiência familiar não funcionava com a melhor das harmonias. Quem me conhece sabe que sou maníaco por organização. No Brasil meu guarda-roupa é separado por gênero de roupas tipo: roupas de trabalho, camisas polo (de um tons claros a escuros), roupas de esportes e etc. Além da minha própria estante ser toda arrumada da mesma forma.

O problema é que os caras, Leandro e Martín, eram uma dupla em parte bem desagradável. Martín em especial chegava no quarto e jogava suas roupas no chão, na minha cama, na cama do Leandro, no sofá e até mesmo nas abas da janela, além de ser machista e bancar de comedor o tempo todo. Aquele tipo que precisa ficar se autoafirmando porque precisa provar pra si e para os outros que é fudidão. Leandro fazia o tipo reservado e volúvel. Como estava próximo a Martin, seguia em muita coisa o mesmo comportamento, como a falta de organização e o lance de fumar no quarto. Ao contrário do eu havia pensado, não esquentei a cabeça. Sempre deixei as minhas coisas organizadas e boa. Não era minha casa mesmo, eu estava ali de passagem e sei o quanto é difícil ou quase impossível querer mudar alguém. Me adaptei. Não baguncei nada, mantive minha ordem e justamente, não me preocupei.

Minhas roupas na direita :P
Logo no dia que cheguei, saí com Martín para comprar comida e ele pareceu realmente bacana se fazendo de amigo e até pagando algumas coisas pra mim. Dizia que era um “presente”. É um tipo extremamente machista, que acha que a mulher é objeto e que falar da sua suposta vida sexual afirma seu caráter como “macho”, além de ficar tirando onda com a minha cara porque eu não bebo, não fumo cigarros, sou vegetariano e não sou gay. Bom, como já sou acostumado com as mesmas piadas idiotas no Brasil, ainda mais vindo diretamente dos meus melhores, não liguei. Definitivamente procuro não esquentar a cabeça com essas besteiras e ainda atuo como se estivesse achando engraçado porque não me custa nada. A grande verdade é que eu realmente não ligo. Procuro entender certas ignorâncias.

Mas o legal é que na Argentina esse lance de ficar tirando o outro pra “viado” é algo em uma escala extremamente reduzida. Na Argentina e no Uruguai, na verdade. No Brasil qualquer coisa que você faz, é motivo pra te chamarem de gay: se você se veste bem você é gay, se você usa cachecol você é gay, se você não bebe você é gay, se você é vegetariano/vegan você é gay, se você não chama os outros de gay é porque você é gay, se você cuida da saúde você é gay, se você gosta de dançar você é gay, se você desenha a barba você é gay, se você usa rosa você é gay, se você é organizado você é gay, se você não curte ou não joga futebol você é gay, se você tem amigos gays você é gay, se você diz que ama seu amigo você é gay (e quando diz que ama tem que dizer TE AMO COMO AMIGO), entre outras coisas que eu acho extremamente idiotas, ignorantes e com certeza homofóbicas/machistas. Para se ter ideia de como isso é reduzido na Argentina, os homens se cumprimentam com beijo no rosto. Um tapa na cara da sociedade brasileira, grande lição.

Depois de bons dias de descanso, comecei a fazer as chocotortas para vender e no meu primeiro passeio de vendas, foi um fracasso total, não vendi nenhuma. Na verdade me deixei levar pelos incentivos mesmo sabendo que o dia não era propício. Em geral, Córdoba é uma cidade muito quente, coisa de 30~40 graus todos os dias, com um sol tão forte que é difícil sair nas ruas antes das 16:30, sem exageros. No dia que eu resolvi sair pra vender, era um dos únicos dias que estava frio e com um vento bem gelado. Então óbvio que não havia ninguém na rua, mas assim, quase ninguém mesmo. No outro dia já estava calor e vendi todas em menos de uma hora a uma quadra de casa. Sucesso! Em geral o cordobês é muito bacana e recebe muito bem a todos, então as vendas não foram difíceis. Até algumas pessoas do hostel compraram as chocotortas!

Desde que comecei a falar da chocotorta para o Victor, ele disse que a estrutura em muito parecia com algo que seria o grande responsável por uma boa grana em poucas horas, o tiramisu. Ele me mostrou um livro de tiramisus e realmente, a chocotorta tinha um quê de tiramisu.

Fizemos uma boa pesquisa de preços pela região, que por sorte ajudava, e muito, nos custos. Assim adaptei meu produto. Reduzi meu preço a 10 pesos, mas o meu lucro era muito maior, visto que meu custo estava em torno de 1,20 por tiramisu.

Esta é uma receita onde alguns insumos vão durar muito mais que 50 porções. Lápis e caneta na mão que agora vem a receita de ouro:

Ingredientes

3 chocolinas grandes
1l de creme de leite vegetal
50 copinhos de plástico
50 colherinhas de plástico
1 xícara de café instantâneo com duas colheres de sopa de licor de chocolate
250g de morangos
1 pudim de chocolate (daqueles que se faz com pacote mesmo)
Papel plásticos (putz, não sei se é esse o nome, mas provisoriamente fica esse)
100g de doce de leite
Elásticos

Essa receita serve 50 porções

Passo 1

Fazer o pudim
Cortar os morangos em cubo e adicionar uma colher de açúcar por cima
Bater o creme de leite vegetal até que fique com uma consistência meio iogurte, aí mesclar o doce de leite e bater tudo até que fique um pouco mais consistente
- Reservar tudo na geladeira por três horas


Passo 2

Molhar uma bolacha em um café expresso bem forte com o licor de chocolate e quebrar para que fique no fundo do copinho
Adicionar um pouco de pudim de chocolate
Adicionar um pouco de morango em cubos
Adicionar mais uma camada de bolacha embebida na mistura
Completar com a mescla de creme de leite vegetal com doce de leite
Quebre um pouco de bolacha em cima para que com um visual mais bacana

Passo 3

Corte um plástico em formato de quadrado e coloque em cima do copinho
Lacre com o elástico
Prenda a colherinha no elástico

Deixar na geladeira por duas horas.



Voi lá!
O primeiro teste com os tiramisus foi um completo sucesso. Para não perder o costume vou descrever o que fez com que meu produto tivesse o sucesso que teve, maior ainda que o da chocotorta. Algumas constatações:

1. O tiramisu é uma sobremesa que existe no mundo todo praticamente, mas não é todo mundo que sabe o que é. Geralmente as pessoas que sabem têm algum conhecimento de confeitaria. O diferente chama atenção!

2. O doce tem um impacto visual tremendo. Por ser um doce onde as camadas são vistas, despertando curiosidade assim que o produto é levado a vista.

3. O grande lance da venda do tiramisu era sacá-lo da térmica antes mesmo de chegar na “presa”, porque assim eu já tinha a atenção dela mesmo antes de começar a falar.

4. Uma estratégia ótima na venda consistia no meu discurso quase infalível. Posso dizer seguramente que uma entre três pessoas compravam. Nunca foi tão fácil vender (sem brincadeira). Quem me conhece sabe que eu gosto mais da parte do planejamento e da estratégia muito mais que da execução, mas quando se é uma empresa de um homem só, são ossos do ofício. Vamos lá:
ESP:
- Hola, buenas tardes! Yo me llamo Guillermo, soy brasileño y estoy recorriendo sudamerica vendendo tiramisus helados com frutilla.
PORT:
- Olá, boa tarde! Meu nome é Guilherme, sou brasileiro e estou viajando pela América do Sul vendendo tiramisus gelados com morango.

(agora sim começa a apelação)

ESP:
Acá abajo hay galletas mojadas com café y licor de chocolate, frutillas en cobos, flan de chocolate y arriba una mezcla de crema de leche con dulce de leche.
PORT:
Abaixo tem bolachas molhadas com café e licor de chocolate, morangos em cubos, pudim de chocolate e em cima uma mistura de creme de leite com doce de leite.

(para fechar a venda, uma conclusão que mais parecia uma pergunta)
ESP:
Todo esto solamente por diez pesos.
PORT:
Tudo isso por somente dez pesos.

Discursinho caprichado, hein? Vou te contar o porquê.

Quando eu levava o produto à vista da galera, era como hipnotizá-los! Conforme eu falava a descrição do que tinha, o interesse crescia. Quando você diz que tem uma porção de coisas saborosas e no fim fala a palavra mágica “dulce de leche” e logo em seguida diz “10 pesos”, a probabilidade de recusa é muito baixa.

5. O preço do tiramisu tava dado. 10 pesos é o tipo de grana que a galera sempre tem e o melhor de tudo: é difícil gente que precise de troco. O famoso “dá dois, por favor!” era muito ouvido.

6. Mas não é muito doce isso? Credo, tanta coisa doce junta assim deve ficar meio difícil de engolir, né? A resposta para essas dúvidas cruéis consiste em duas palavras: café e licor. O gosto forte do café e o toque alcoólico na mistura, juntos, quebram toda essa melança do açúcar, ainda mais sendo duas camadas de bolachas molhadas com isso. Sem mais objeções, né?


Logo no primeiro dia de venda notei que era muito mais um passeio para conhecer gente do que uma venda mesmo. Os argentinos recebem muito bem os brasileiros e quando mais em Córdoba. A província é tão maravilhosa em tantos pontos que fica difícil dizer que eu não moraria ali. Ao longo de uma tarde de vendas, eu era convidado a tomar mate, a provar lanchinhos, a dar um tapinha na pantera (num sô de ferro, né), a conversar com belas argentinas e por aí vai.

Um dia vi de longe três pessoas sentadas tomando sol, sentados em uma toalha. Duas garotas e um cara. Olhei melhor e... as minas estavam sem nada na parte de cima! Uau! Que beleza! Liberdade, mermão! Assim fui comovido por uma força de vendas extraordinária! Enxerguei um potencial de compras indefectível naquelas moças e obviamente ofereci meu produto a elas. Para o meu azar, as chicas francesas não hablavam castellano e tão interessado quanto eu estava nelas, o chico francês estava interessado em mim, mas ninguém estava interessado nos tiramisus! Tudo bem, não poderia dar o “tiramisu” que o francês queria, mas conversamos um pouco e segui a caminhada. Também não posso dizer que tudo foi perdido, né? Só o visual daquele panorama estratégico de vendas repleto de hormônios e oportunidades valeu a tentativa.


Para se ter uma ideia do quão fácil e lucrativo vender, eu chegava a ter um retorno de mais de R$ 130 em três ou quatro horas de trabalho! Sem chefe, conhecendo gente bacana e me divertindo! No Brasil trabalhando como barman eu ganhava R$ 100 numa noite com mais de 12 horas de trabalho as vezes! Isso com uma cambada de lazarentos me torrando o saco (e não tô falando dos clientes). Portanto eu já havia criado meu plano ideal de geração de receita. Os lances da faculdade me ajudaram muito a respeito de detalhes com custo, investimento, lucro, estratégias e análises de mercado. Mais uma vez digo que minha intenção é conseguir passar da melhor forma o que fiz para que vocês possam fazer o mesmo ou melhor :)

Fui dormir feliz. Havia feito uma boa grana em poucas horas e com uma perspectiva de ganho muito maior nos outros dias. Para dormir foi uma beleza, mas o problema é que o sonho dos campeões lamentavelmente foi interrompido por não mais que ele, o suposto amigo de quem falei antes, Martin. Acordei com ele fumando seu cigarro fedorento soprando fumaça da minha cara, golpeando o meu andar do beliche (o de cima) com socos e soltando palavrões de todas as espécies. Eu não tinha ideia do que estava rolando, só sei que não tinha nada a ver com a porra toda. Ele viu que eu acordei e não contente com o já armado showzinho, disse “Não gostou, brasileiro??? Também não gosto de você! Se não gostou vaza daqui seu viado de merda!”. O filho da puta estava completamente bêbado e não parava de dizer que o dono do hostel havia roubado ele, que queria meter porrada no cara e não sei o que mais.

No meio de toda essa treta, percebi que ele estava com a garrafa do MEU SUCO tomando na moral, como se fosse dele. Assim que se cansou de falar asneiras e de fumar duzentos cigarros, putreficando (existe essa palavra ou criei um neologismo? Quem é esperto nunca fala que é erro!) o ambiente com seu perfume de vodka barata misturado com fedor de azedo (argh!), deitou. Eu já estava muito feliz com ele, mas quando dei uma olhada no abençoado (como diria minha tia), o que vi colado na bundinha dele? Três papéis plásticos sujos de algo que parecia creme de leite mesclado com dulce de leche tudo isso por 10 pesos! Imagine de onde vieram?


Minha vontade era de atirar aquele amontoado de fedor, ignorância, chulé e desonestidade pela janela! Fala sério, tenho paciência de ouro, né? O cidadão me acorda porreteando minha cama me tirando do sonho dos campeões, com cigarro na minha cara, tomando a porra do meu suco e ainda roba na moral três itens da minha principal fonte de renda? Não poupando palavrões, caros leitores, mas puta que o pariu, hein?! Nessas horas dou graças por ter tido uma psicóloga tão boa que até nesses momentos me faz pensar em qual atitude seria prudente tomar. Ok, posso ser um trouxa por não ter feito nada, mas o que eu menos quero é dor de cabeça e falar para um ladrão bêbado que está acusando alguém de roubo que na verdade ele é o ladrão não pode sair uma conversa muito amigável, certo? Além do que ali eu perdi uns 25 pesos, mas eu garanto a vocês que paguei barato porque se eu pudesse teria pago 50 pra não ver aquele showzinho.

No outro dia, depois que ele já havia saído e roubado meu pulover também, descobri que, como diriam os argentinos, ele armou aquele quilombo porque não tinha grana pra pagar a porra do aluguel (o número de palavrões está diretamente proporcional ao meu grau de indignação naquele momento). Também fiquei sabendo que o meu outro colega de quarto havia sido roubado em 1700 pesos (400 reais aprox) em outra ocasião e que Martín alegava que no mesmo dia que roubaram 1700 pesos do Leandro, havia sumido exatos 300 pesos do cofrinho de moeda dele e justo no mesmo dia do roubo todo, ele havia aparecido com uma tatuagem linda no peito. O grande detalhe é que no cofrinho havia mil pesos. Portanto como um ladrão abre um cofrinho e rouba somente 300 pesos e deixa os outros setecentos pesos lá, Sherlock? Não tá nem mal contada essa história, né? Tá é ridícula! Enfim, passou, recolheu sua bagunça (MEUS TIRAMISUS E MEU PULOVER) e se foi, para eu ver sua cara feia somente algumas semanas depois em um bar, enquanto tomava minha água com gás e limão espremido enquanto olhava pra ele com cara de cu e ele, por sua vez, não tinha coragem de me olhar na cara – obvio.

Bons momentos, ahn? Mas sem dúvidas foram os únicos momentos dos quais eu tive vontade de cometer um assassinato nessa viagem. De resto Córdoba me confortou.

Assim que eu consegui reestabelecer minhas finanças, me dar ao luxo de comer brócoli todos os dias e suco de caixinha, passei a desfrutar mais da bela cidade de Córdoba e também de seus pueblos.

Uma experiência muito válida foi ver Hunger Games – Mockingjay, ou em espanhol Juegos del Hambre – Sinsajo, no cinema. Filmasso! Pena que, assim como no Brasil, os rangos do cinema são super caros! Uma água saiu por quase 8 reais! Algo que não tem no Brasil, pelo menos nas cidades por onde passei, é venda dentro do cinema. Ao longo dos traillers, um homem fica em frente ao telão com pipoca, chocolate, refrigerantes, etc à disposição da galera. É só levantar a mão, ele vai a sua poltrona, te entrega o que você quer e assim que começa o filme ele vaza.


Boa dica para quem vai visitar Córdoba é o ir ao Paseo del Buen Pastor onde tem uma espécie de “show das águas”. Tem um chafariz e todos os dias toca músicas em um certo horário os esquemas do chafariz de movem com luzes e cores muito lindos! Vale a pena ver!


Motivos pelo qual eu amo Córdoba e quem sabe um dia morarei lá:

1. Fácil acesso a cultura – teatros, shows de rock, tango, candombes (simm, do uruguai! Tem movimento lá também) e muito mais (você coloca muito mais quando não lembra ou não sabe)


2. Clima agradável – Pode ser um calor super forte, mas o agradável aí é porque é agradável pra minha rinite que em um mês de Córdoba não deu as caras! \o/

3. Cordobeses – Os argentinos em geral são muito receptivos, mas os cordobeses até agora são os mais queridos. A cidade tá cheia de gente bonita e que recebe todos muito bem.

4. Segurança – A polícia de Córdoba é considerada a com menos porcentagem de corrupção (menor, mas mesmo assim é grande) e o número de crimes na província é pouco comparado ao de outras

5. Parques e mais parques – Parque Las Tejas e Parque Sarmiento são ótimas opções para tomar um mate e conversar


6. Com poucos pesos é possível chegar em lindos pueblos (cidades pequenas) como Capilla del Monte, Carlos Paz, Cosquin, Mina Clavero e Copina.


7. Viajar de carona nessa região é moleza!


8. O trem que vai desde Córdoba até Buenos Aires custa 35 pesos! Andar 700km e pagar só R$ 8,60 aprox. é coisa que só se vê na Argentina, né? (Mas pra isso você precisa comprar a passagem tipo três meses antes :O ou tentar na hora alguma desistência, que geralmente rola).

9. Tem um mercadão onde os preços são de brinks! Fica na rua Oncativo número 50.


No próximo post vou falar sobre minha viagem aos pueblos de Córdoba (Carlos Paz e Capilla del Monte), como foi minha viagem de carona até Mendoza em mais quase 700km de aventura e minha chegada ao Chile. Não perca!

BÔNUS!

Palavras argentinas/uruguaias/chilenas que são iguais a palavras do português somente na maneira de escrever

Países: Argentina/Uruguai/Chile
Fome: Usado em expressões como "que chato", eles dizem, "que fome"
Tarado: Mané, mongo
Rato: Palavra que indica tempo, ex: "me quedo un rato" = "fico um tempo"
Vaso: Copo
Taza: Xícara
Copa: Taça
Comedor: Lugar onde as pessoas comem
Boliche: Balada
Exquisito: Gostoso
Extrañar: Sentir falta de alguém
Sorvete: Canudo

País: Uruguai
Mulher ou homem gatx: Para os uruguaios é um dos termos "simpáticos" que são usados para dizer que uma mulher ou homem é putx

País: Chile
Camarote: Beliche

Países: Argentina/Uruguai
Pajero: Vagabundo, folgado
Vagabundo: Mendigo

7 comentários:

  1. Haaa! Parabéns Barto, to sempre acompanhando seu blog aqui, tá bem divertido, não tenho mto tempo pra ficar no facebook, mas reservo um pra ler seu blog..
    Boa viagem irmão, to com saudades de você, quando voltar precisa me contar isso pessoalmente!
    Bjos, Naota uheuahuaheuahe =)

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    1. Aaah! Se eu tivesse no teu lugar acho que teria sido preso por assassinato, ainda bem que você manteve o controle, não vale a pena perder a viagem por causa de uns trouxas..

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    2. Irmão, muito obrigado pelo carinho! Fico feliz que esteja acompanhando minha aventura! Também tenho saudades! Fique tranquilo que assim que eu voltar pro Brasil a gente vai botar todo o papo em dia e vou te contar tudo da minha jornada! :) Bejokas!

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  2. Parabéns Guilherme. Que bom que você teve paciência com aquele cara que valia menos que seu próprio peso em merda. E Obrigado por compartilhar tudo isso ! Muito legal.

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    1. Primo querido, muito obrigado pelo carinho! Obrigado também por acompanhar minha aventura :D Grande abraço!

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  3. Meu Deus que paciencia!
    Parabéns pelos textos e obrigada por compartilhar suas aventuras!
    Abração
    Quando você volta?

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    1. Hahahahahaha pois é! Tento não esquentar a cabeça! Muito obrigado, Bibe! Semana que vem vou pra Bolívia e se não descobrir como fazer mais grana por lá, volto em março! Se descobrir como fazer grana por lá, aí garanto minha viagem pro Perú e aí não tenho ideia de quando volto!

      Abração! Se cuida!

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